"Eu queria dizer, meus companheiros, que a minha alegria é imensa em encontrar companheiros como o Zé do Mato, que me prometeu um ganso e até hoje não deu; de encontrar o Possidônio, que ia na minha casa depois das 7 da noite e falava: “eu não bebo muito, Lula, me dá um dedinho só”; eu dava cachaça com cambuci para ele, “me dá um dedinho”, mas de dedinho em dedinho, ele tomava umas trinta mãos de cachaça, assim. E depois, lá em casa, eu ficava preocupado porque ele era o único motorista que não sabia sequer trocar um pneu do carro. Então, ficávamos eu e Marisa preocupados: “como é que o Possidônio vai embora sozinho, porque ele não sabe nem trocar o pneu do carro, não sabe nem usar a chave de mão?” "
in na cerimônia de comemoração dos 30 anos da sua posse como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (São Bernardo do Campo - SP), 18/04/05